sábado, 20 de dezembro de 2014

#Dia de filme: As Horas!



Oi, pessoal! E aí, já estão de férias? Eu já, desde hoje! Haha
Nas férias, a gente nunca sabe direito o que fazer, não é? É tanto tempo livre que nem sabemos como administrar! Então, uma boa dica é ver filmes que não podemos ver durante o ano letivo por falta de tempo. Afinal, ver uma boa adaptação cinematográfica também faz parte da literatura, né não?
Pois bem, a minha dica desse sábado é do filme "As Horas"! Achei apropriado, já que ontem eu postei a resenha do livro da Virgínia Woolf, Mrs. Dalloway. 


Para ser bem sincera com vocês, o filme "As Horas", é baseado no livro de mesmo nome, do autor Michael Cunningham. Quando Virgínia Woolf estava escrevendo Mrs. Dalloway, o nome original que ela planejava dar ao romance era este. Legal, né?!

Cunningham nos traz um enredo fascinante. A trama é a seguinte: três mulheres de épocas diferentes. E o mais interessante: uma das mulheres é a própria Virgínia Woolf. O enredo todo tem um quê de intimismo, de melancolia... O filme foi muito bem feito, tanto que ganhou o Globo de Ouro em 2003. Vale a pena ver!


De um lado, temos Virgínia Woolf, no subúrbio de Londres, em 1923, obstinada (e doente) a escrever seu romance em questão; de outro, temos Laura Brown, uma dona de casa que leva uma vida pacata em Los Angeles (1959),  ou melhor dizendo, uma vida que nunca desejou para si mesma. Ela lê Mrs. Dalloway no início, e isto parece confortá-la, ou talvez, indigná-la ainda mais, não sei. O certo que ela toma uma decisão após acabar a leitura. Se foi a certa? Cada um sabe o peso de suas decisões, não é mesmo? Já por último, mas não menos importante, temos Clarissa (reparem a ironia), nos dias "atuais", ou seja, quando o filme foi lançado, lá por 2001, em Londres, também no subúrbio.

Não posso dizer muita coisa do livro para vocês, pois (ainda) não o li, mas olha, se for metade do que o filme é, deve ser maravilhoso! Fiquei encantada com a profundeza, com a intensidade dos personagens, com a vida de cada um... Foi quase como uma catarse. Eu senti uma emoção, uma angústia... Muito parecida com a que eu tive lendo o livro da Virgínia. Cada uma das mulheres com seus sonhos perdidos, com o peso de suas decisões, e mesmo assim... Ainda ali. Ainda vivendo. Ainda sabendo que o tempo não volta, e mesmo assim querendo mais do que tudo que isso fosse possível. Possível porque cada uma quer desesperadamente ser feliz. Não é por isso que todos deviam viver? Para buscar a felicidade? Por favor, vejam. É emocionante.

"Eu me lembro de uma manhã acordando bem cedo. Havia um sentimento de possibilidade. Sabe? Esse sentimento? E me lembro de pensar comigo mesma: "Então, é assim que começa a felicidade. Aqui é o começo. E, é claro, haverá sempre mais". Nunca me ocorreu que não era o começo. Já era felicidade. Era o momento... bem ali."



                                                                                                   

Se se interessaram e decidiram dar uma olhada no filme, por favor, comentem! Digam o que acharam, também quero saber a opinião de vocês. Beijo. Nos vemos em breve.


"Alguém tem que morrer pra que os outros valorizem a vida.É um contraste."

Deixo abaixo o trailer para quem quiser saber um pouco mais! (O trailer está com uma qualidade péssima, mas é o único legendado que eu achei. O filme não é com a qualidade tão baixa.)


           

                            

2 comentários:

  1. O filme parece ser incrível, tendo Meryl Streep no elenco, já se sabe que não é pouca coisa não hahaha


    Para a Tag The Liebster Award, eu deveria indicar 11 blogs para respondê-la e dentre eles escolhi o seu!

    O link da tag é http://halldoslivros.blogspot.com.br/2014/12/tag-liebster-award.html

    Espero que goste de respondê-la! Beijão!

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    1. Oi, Yasmin! O filme é bem inspirador, gostei bastante! Quando que a Meryl não arrasa, não é? Hahaha
      Vou responder a tag, obrigada!!
      Beijão.

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